sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Quando a alma pede socorro

Quando a alma pede socorro

Somos mais vulneráveis do que gostaríamos e temos de conviver com uma sociedade competitiva que agride e machuca. É grande o número de pessoas que desistem da vida, machucadas por terem sido maltratadas em sua infância. Os consultórios psiquiátricos estão cheios de pessoas mal amadas.
Grande número de crianças sem afeto apresenta transtornos emocionais humanamente irreversíveis. Alguns pesquisadores resolveram estudar qual é o efeito que o carinho e o colo têm sobre a formação da criança. Dois grupos de órfãos foram selecionados. Um dos grupos recebeu carinho, colo, palavras de afeto e beijos. O outro grupo recebia somente o suprimento de suas necessidades como trocar fralda, alimento etc.
Ao final de um certo tempo notou-se que no segundo grupo, o índice de doenças e até mesmo mortes, foi significativamente maior do que no grupo que recebia amor e carinho.
Não dá para sobreviver sem amor. Um coração ferido pode alojar sensações de inferioridade, de incapacidade, de medo, de angústia e depressão. Curar este interior e libertá-lo de todo este peso é uma tarefa inadiável. “Foi para isto que Jesus se manifestou, para destruir as obras malignas” (1João 3.8).
Como filho de Deus, você pode se libertar das contaminações destes maus sentimentos, e ver seu corpo transformados em instrumentos de justiça. Nossos lábios, nossas mãos e nossos olhares, devem ganhar a capacidade de comunicar o amor. Assim ajudaremos as pessoas a experimentarem uma nova vida em suas afeições.
Em Jesus, a família se livra dos laços do desastre e do descontrole emocional. Debaixo da sombra do Onipotente não temeremos o terror noturno, a seta que voa durante o dia, e a peste que anda na escuridão (Sl.9l). O amor de Deus faz com que nos sintamos seguros.
Se há um lugar na terra onde as demonstrações de afeto devem acontecer, é dentro do grupo familiar. Este ambiente porém, está se desestruturando. Os ataques contra a família visam diminuir a força construtora que reside no amor ali praticado, mas escondida em Deus nossa casa permanece segura. Em Deus estamos eternamente seguros.
Dentro de um lar aonde a influência cristã chegou podem ocorrer várias mudanças de comportamento. A mulher afetada pelo Espírito de Deus possui gestos de amor que podem extrair de seu marido e filhos, aquilo que eles têm de melhor. Um marido alcançado por este amor, é capaz de realizar feitos notáveis. Este homem sente-se desejado, respeitado, digno, importante e útil e é levado a retribuir à altura.
O jogo do amor fica ainda mais emocionante quando o marido finalmente resolve participar. Está nas mãos do marido, a chave que abre o coração da esposa. O romantismo não é somente para o tempo de namoro e noivado, mas para toda uma vida juntos. A mulher precisa de demonstrações de amor romântico.
Há quem gaste uma nota preta, tentando suprir as carências femininas. Estes homens ficam atônitos quando percebem que todo este esforço não resolve o problema. Sua esposa precisa mais de você do que de seus presentes. Podendo dar os dois, melhor. Ela quer o seu ouvido atento e suas mãos carinhosas.
Pedro recomenda aos maridos que vivam a vida comum do lar com discernimento e consideração (l Pedro 3.7). Gestos de amor dentro do lar transformam o ambiente e fortalecem os relacionamentos.
O amor é uma via de mão dupla. Um leva a corda e outro carrega a caçamba. O marido ganha o coração da esposa suprindo suas necessidades de afetividade, enquanto a mulher o faz sentir-se importante como homem.
O antídoto mais eficiente para as feridas emocionais, é o amor.
A afeição, é um bálsamo preciosíssimo, capaz de aliviar as tensões da alma sofrida. Pessoas amadas por seus familiares conseguem visualizar a figura de um Pai celestial que se interessa por elas e que participa de seu dia a dia.
Experimente!