sábado, 8 de fevereiro de 2014

Existe uma grande necessidade da multiplicação de discípulos.



Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou apóstolos (Lc 6.13).

Quando um pastor observa a congregação no culto de domingo à noite, o que vê? Muitas coisas. Vê pessoas que não são membros de sua igreja, algumas curiosas, outras que vieram apenas observar e ainda outras que vieram trazidas por amigos preocupados com elas. Vê pessoas cujos corações estão tomados de tristeza, gente deprimida, desiludida e outros cujos alicerces familiares desmoronaram.  Vê crentes recém-convertidos, ávidos pela palavra e entusiasmados com a nova vida em Cristo. Vê os "velhos" crentes que há anos ouvem a mensagem da palavra de Deus e reagem às chamadas de desafios com um bocejo, e vê pessoas fiéis que chegam cedo, antes de as portas se abrirem. Vê os recém-casados e aqueles cujos casamentos estão em crise. Vê famílias com problemas financeiros, contas vencidas em hospitais e homens de negócios cujas empresas não saem do vermelho. Vê pais que foram despedidos de seus empregos e o agricultor que aguarda com expectativa a chuva, do contrário perderá toda a safra. Seus olhos percorrem a congregação. Ele a tudo vê.
O que Jesus queria dizer com a expressão "consumando a obra que me confiaste para fazer"? Observando atentamente, vejamos que Ele não menciona milagres e multidões, mas sim, por quarenta vezes, os homens que Deus lhe havia dado no mundo. Esses homens eram sua obra. Seu ministério tocou milhares de pessoas, mas treinou apenas doze. Ele se entregou na cruz em favor de milhões de pessoas, no entanto, durante os três anos e meio de seu ministério, entregou-se totalmente em favor de doze homens.
Sempre que ensinamos e pregamos, enfatizamos com clareza o ministério redentor de Jesus Cristo, algo que jamais deveremos negligenciar. Precisamos, no entanto, estudar, entender e proclamar o ministério de ensino que Ele exerceu com alguns homens. Três princípios podem ser observados nesse treinamento.